Hoje pus-me a pensar. Acho que atraiçoei os meus amigos Rammstein ao inserir no blog antes deles outra banda. E ainda por cima alemã.
Para corrigir esse grave erro, cá vai o meu vídeo preferido dos rapazes, seguido de alguns fait-divers.
Os Rammstein não são só alemães, vêm detrás da cortina de ferro, são "ossies" (não confundir com o Ozzy, se faz favor). Têm por isso o travozinho a leste, que para mim os torna especiais.
Será preciso dizer porque gosto deles? Então, cá vai. Para mim, uma banda para ser verdadeiramente genial tem de cumprir a sagrada trilogia: a música tem de ser boa obviamente, mas também têm de ter vídeos imaginativos e ser excelentes ao vivo. Para mim, os Rammstein cumprem todos estes requisitos com grande distinção.
A música é excelente, o som é inconfundível (mesmo para quem não gosta, é só falarem com a minha mãe, ela detesta-os mas reconhece-os à distância) e as letras do mais perverso que há (que querem, para mim isto é uma vantagem). O facto de cantarem em alemão para mim só acrescenta à qualidade. Se há língua adequada para rock pesado, temos de concordar que é o alemão.
Depois os vídeos são sempre elaboradíssimos, partem sempre de uma ideia bem esgalhada, se bem que nem sempre óbvia. Mas só estes rapazes fazem um vídeo sobre o Capuchinho Vermelho e a Branca de Neve e conseguem ainda assim ser do mais másculo que há.
E ao vivo, não há palavras para os rapazes, são os mestres do fogo. É só fogo e apocalipse. Quem vê não esquece...
Uma pequena nota para aqueles que ouviram dizer que eles são nazis. Nada nas letras ou entrevistas indica para onde a simpatia política dos rapazes pende. Mesmo o Links (em que o Till canta que o coração dele bate à esquerda) não é claro se ele está a falar de política. Eles negam ser nazis e não há factos concretos que apoiem essa teoria. Dizem alguns jornalistas que o Till rola muito os Rs a cantar, à semelhança do Adolfo. Ora para falar alemão, tem de se rolar os Rs, logo é um contra-senso. Se for por isto, podem ouvir à vontade que não estão a apoiar gente extremista.
Deixo-vos uma versão algo reduzida do vídeo, peço desculpa não consegui encontrar a versão de que me lembrava. Ainda assim está completa o suficiente para averiguarem o potencial dos rapazes.
Acabo dizendo que sou fã dedicada desde 98 e, pelo andar da carruagem, não me parece que me chegue a curar da doença…












