David Armand o melhor mimo de sempre...

Já uma vez publiquei aqui este artista a mimar Torn da Natalia Embrulha...vejam esta dos Queen...

Percebem a redundância?




Estou farta de blogs que metem textos a dizer que estão fartos dos textos dos outros!!!!


Perissologia...redundância...percebem????

Ga...ga..guez....é...de...deter...deter...minante!


Estava eu a falar com ele e perguntei-lhe:

Eu: - Agora, com mais calma, conta lá melhor a conversa que tiveram ao telefone!

[antes de desenvolver o curto diálogo deixem-me dar-lhes umas luzes(em género de metáfora para a profissão propriamente dita) do que se passou.
Há uma cadeia de restaurantes que tem um chefe principal que escreve todos os menus (sabores do País) dos vários estabelecimentos (mas que raramente come os pratos). Em cada restaurante há um chefe de cozinha e este por sua vez tem os ajudantes.
Com a crise, a cadeia ficou com menos restaurantes, dispensou algum pessoal e agora andam a pressionar alguns dos ajudantes de cozinha a fazerem outros cozinhados. O chefe principal sem falar com o chefe de cozinha, falou diretamente com um ajudante para ele começar a fazer o Burek. O ajudante virou-se para o seu superior imediato, o chefe de cozinha, que lhe encolheu os ombros e à falta de apoio virou-se para o chefe principal e tiveram então o seguinte diálogo:]

Ele: - Neste momento não posso fazer o Burek por motivos pessoais. Faço cozido à Portuguesa muito bem. Sou um dos melhores ajudantes a fazer o cozido à Portuguesa. Você deve saber que terá que pôr alguém a fazer o cozido à portuguesa e que se não for eu terá que contratar alguém, que vai ter que treinar, para que o faça porque é preciso fazê-lo, neste restaurante.
Eu: e ele?

Ele: - Ele começou a gaguejar...

Eu: - Ena, defendeste tão bem a tua posição que ele ficou sem resposta ou argumentação para rebater...

Ele: - Não é isso...ele é gago


Eu: - (....)

E o calor ajuda?


Não...assim tanto não!Se tivesse em mim algo verde ainda podia aproveitar para fazer a fotossíntese...espera...até tenho algo verde...hummmm...não...não dá para fazer fotossíntese com isso...ficaria na melhor das hipóteses...cegueta...prossigamos!!!

Ando quase a arrastar as orelhas no chão...e reparem que eu nem tenho as orelhas muito grandes. Estou cansada!

Mas devo confessar que a culpa não é só do calor...

Já tiveram a sensação que em certos momentos na vida parece que se abrem portas e janelas e fica uma corrente de ar desgraçada, voa todo e só temos tempo de agarrar em algumas coisas?

Pois, este fim de semana passado foi mais ou menos isso.

Estou meses e meses em casa a anhar...rebolo no sofá, dou  uns pontapés nas almofadas, faço excursões ao quarto, vou à cozinha ver se o pratos continuam empilhados, olho para o pelo dos cães a crescer, dou mais um chega para lá numa almofada, olho para o tecto e conto as caganitas das moscas...vejo o pó a levantar voo das sacudidelas dos cães e depois a pousar lentamente nos moveis e afins, observo o movimento das partículas luminosas em dias não cinzentos....nada...não passa nada...dias de anhanço...

Depois vem um fim-de semana em que chovem convites para isto e para aquilo e que, com pena, não posso ir a todos.

e acabou...agora...perspetiva-se mais fins de semana de anhanço.


Nota: A foto é do meu gajix no estágio de dois dias de karaté que decorreu este fim de semana...também.

Há pessoas estranhas...


...ou melhor, há pessoas que fazem perguntas estranhas!!!

Na hora do almoço vêm à nossa sala, sabendo perfeitamente que é a nossa hora do almoço, vêem-nos com fones na cabeça e fazem perguntas, do género:

- Tens fones na cabeça?

e ficam admirados com respostas do género.

- Não, é o meu cão que hoje decidiu vir enrolado no alto da pinha...


Epáaaaa, larguem-nos o cú à hora do almoço se faz favor!!!!!



O Insólito aconteceu-me





Nem sei por onde começar...mas aviso que vou usar palavrões. A partir daqui estão por vossa conta e risco.

O que me aconteceu? Ora, atão:

Dei por mim trancada numa casa de banho com uma estranha: ela a cagar e eu a assistir!!!!!


É o que dá em armar-me em boa samaritano. Devo ter a mania e depois é no que dá...

Como é que me meti neste imbróglio?

Domingo. Mais uma ida ao hospital (desta vez até eu sabia o nome da infeção).
Passo triagem, passo pelo médico, sento-me na sala onde me vão enfiar os tubos pela veia acima. Espero enfermeira.
Observo.
Mulher sentada em cadeira de rodas. Pede ajuda. Nada de enfermeiros.
Mais um pedido de ajuda quase a chorar, senão suja-se toda. Enfermeiros népia.
Levanto-me. Finjo que não me custa. Agarro-me às pegas da cadeira e empurro (a cadeira devia estar travada porque me custou as estopinhas a empurrá-la, ou isso, ou a senhora era "um peso morto" ou eu estava sem força) para dentro do WC.

Pergunto se precisa de ajuda a despir-se. Que não sabia se conseguia tirar a roupa a tempo.
Como se começou a despir eu tive que fechar a porta e fiquei lá dentro...p'ró caso...

Ela senta-se e começa a peidar-se agarrada à borda da sanita...até os pés estavam no ar. Eu agarro-me à maçaneta, da porta, virada de costas para ela e a pensar: "como raio me meto nestas coisas?"

E depois ainda tive que empurrar a cadeira dali para fora. O que me custou...

Enfermeiros nada...tive que ir à procura deles...para me enfiarem os tubos (era uma forma de "estar presa")...senão, ainda me punha a ajudar mais alguém e não me apetecia fechar-me na casa de banho com mais ninguém.

Batalha



Dentro de mim ocorre uma batalha.

Tenho uma inflamação qualquer nalgum sitio do meu corpo...das vezes que fui parar ao hospital...não foi detectado onde...

Agora o meu próprio corpo, finalmente, está a reagir de forma agressiva. Está a dar batalha à inflamação e criou uma resposta imunológica muito activa (pelo menos em relação às vezes anteriores)...

E eu estou a ajudá-lo...tive que tomar comprimidos para baixar a temperatura...só para não correr o risco de, nesta batalha, fritar os, poucos, neurónios sadios que ainda penso possuir...estendo-me no sofá ou na cama, fecho os olhos numa sonolência abnormal e tento relaxar com esperança que esta "guerra" me favoreça...a imaginação faz o resto.



Imagino isto como se fosse uma batalha  naval:

o corpo detectou, por sensores intranérvitos (acabei de inventar esta palavra), o local da inflamação, organizou todos os componentes imunológicos activos que dispunha, deixou os mais fraquitos em standby, armou-os com torpedos anti-inflamatórios e agora está a fazer tiro ao alvo.

O barco de 4 canos já foi, o porta aviões já está identificado com um tiro na asa e outro na cauda...o pior são os submarinos... mas havemos de chegar lá...

que sugerem? E10?A9?

Comentário no Facebook

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been there felt that!!! É a PDI tadinhos o meu coxeia...parece já não ter melhoras...a não ser quando vê outro cão do outro lado da vedação...aí sim...é o canito de sempre, não há dor que lhe assista...quando o outro se vai embora...lá vem ele...a coxear.


neste post,
"Amor (também) é: dormir no sofá com o canito porque está com dores e ter o coração mas mãos porque não sei o que ele tem..."
da minha comadre, no facebook...




Por graça, carreguei no botão que diz: "see translation"...e fartei-me de rir...
been there felt that!!! Is the tadinhos my letter-IDP ... no longer seems to have improved ... except when he sees another dog on the other side of the fence ... Yes ... is there always canito pain that you watch ... when the other go away ... There comes he ... the hobbits.
Pronto! Quando a pessoa flipa risse com coisas destas...podia dar-me para pior ;)

Hoje foi um dia bom!

Bom...de manhã...não foi assim tão bom...foi...digamos...mais ou menos...

...porque...fiquei tesa (se fosse homem talvez a coisa não fosse tão grave, pelo contrário, poderia ser sinal de virilidade...não sendo...bom...quer dizer...ficar tesa ou dura...não é a coisa mais agradável do mundo).

Eu que este mês julgava que ia ter uma folga monetária..., mas pronto, apesar de ter gasto dinheiro em medicamentos e produtos para a saúde...gastei com a confiança de que desta vez é que vamos ultrapassar o problema...

de tarde fui à escolinha do gajix contar uma história....foi tãooooo giroooo...eu ia nervosa...nunca contei histórias para um bando de miúdos tão caganitos...

...fui de cara pintada, com as cores de Portugal, o meu miúdo quando me viu fez um "ohhh, tas pintada mãe?"...eu ri-me...nervosa...mas não desarmei..."hoje é o dia de Portugal jogar" disse eu...

Coordenei-me com a professora e comecei a ler a história e saiu tudo naturalmente, enquanto lia a história fazia perguntas e eles respondiam, todos, muito atentos (a professora tem razão é um bom grupo).

Depois a professora deu-"nos" a tarefa de fazermos um desenho sobre a história...todos se queriam sentar ao meu lado...foi uma sensação boa...já há algum tempo que não era tão "querida" por um molhe de gente...mesmo que pequenina.

Devo confessar que o meu desenho até nem ficou muito mau...para o que é meu costume (quero dizer, ficou melhor que o dos putos :S)...e o filho todo orgulhoso pintava ao meu lado (esquerdo) e ainda levei umas beijocas (dele) no meu braço...às tantas quando olhei para o braço direito tinha outro miúdo agarrado, aos beijos...se eu fosse um polvo...nem queiram saber...

Depois, acabado o desenho, fui "raptada" para outra mesa para fazer jogos.

Finalmente e todos em fila (depois de pedir permissão à professora) pintei-os com as cores de Portugal.

Eles adoraram...eu...nem vos digo...digo sim....amei!!!!


Nota: e Portugal ganhou!!!



O prometido...

...é devido.

Cá está o cão cilindro com um tratamento no pêlo...

 Até parece mais novo...sem a manta de pêlos que tinha.

E isto é que ele ficou contente por estar mais fresquinho. confesso que não esperava uma reação tão boa da parte dele.

Cilindrou-me...

...as flores!

As únicas flores que sobreviveram e que até estavam a crescer a olhos vistos!!!!

Vai o Snoopy, o cão atómico, pumba...

Eu ainda não percebi se ele estava a tentar ajudar. Uma vez que andei a cortar a relva...ficou tudo tão bem cortadinho (não é para me gabar, o crédito é da máquina) e as flores sobressaíram, robustas, amarelas, lindas...e ele...deve ter pensado..."epá, a minha pessoa esqueceu-se disto"...e, não foi em modas,  cilindrou-as com o corpo...

é que ele rebolou literalmente em cima delas e é tão pesado que até deslocou as pedras e a pequena cerca (que na foto já tinha sido posta no lugar)



...ou isso, ou tinha comichão nas costas!!!

Mas se for este ultimo o caso ele não perde por esperar. No sábado vou-lhe "tratar do pêlo"!!!!

Agora ando a congeminar se lhe hei-de mudar o cognome para Snoopy, o cão cilindro!!!

É bem mudado, não é?

Abriu...

...a época balnear, lá por casa.

Com direito a voos picados e saltos chapalhuz...e esperemos...muita diversão...


Da minha Criança...






A nossa família :))))

Mães...da guerra.




 Porque me tocou:

(...) she recalled how she had given birth in pain and fear, fed the boy in hard times and easy, taught him to walk straight and wash his hands and spell his name, sent him to school; how she had watched him grow and grow until he was almost as tall as she, then even taller, until he was ready to earn a living and marry a healthy girl and start a family of his own and give her grandchildren. The mother's grief when she realised that all that, everything she had done, the pain and the work and the worry, had beenfor nothing: this miracle, her man child, had been destroyed by braggartly men in a stupid, vain war, The sense of loss. The sense of loss.
(...)

in "Lie down with lions" do melhor autor de sempre Ken Follett

Fragmentos


Neste fim de semana, o gajix jogava uma demonstração de um jogo na wii.

Era com pessoas "reais" e qualquer coisa a haver com cowboys e farwest...

Enquanto ele tentava perceber como se jogava eu estava a preparar o meu estaminé para passar a ferro e ele enceta no seguinte diálogo (ao som de tiros na wii):

-Mãe? As raparigas estão todas a fugir!
-Claro filho, quando está alguém com uma arma na mão deve-se baixar atrás de um obstáculo ou fugir imediatamente.
- Mãe? Mas eu não sei fugir.
- Claro que sabes, é mexer muito rapidamente os pés e pores-te na alheta...

Ele, que estava sentado numa cadeirinha, começa a bater os pés no chão...e grita:
- Não consigo mãe...

eu em pensamento: Jisas!!!!

Óbvio, não?







para perguntas tontas...



Estava a trabalhar. Tinha o casaco vestido. Ontem. Calor na rua 30 graus. Eu não trabalho na rua.

Vem alguém e pergunta-me:
- Estás com frio?
Eu respondo:
- Não.
E continua:
-É que estás com o casaco vestido!!!

E eu: 

- PRECISAMENTE!!!!!

Medicamentos e cães - Parte final



Descobri que o meu cão é viciado em medicamentos.

Não sabia que os cães também podem ficar dependentes?

Tadinho era um cão tão saudável e agora parece um agarrado...só que...mais gorduchinho!

Estive a "limpar" (pôr de parte os medicamentos fora de prazo para os levar à reciclagem) a minha "farmácia" de medicamentos este fim de semana.

Assim que o cão atómico ouviu o movimentos das caixas dos medicamentos, à medida que eu as tirava da "farmácia", foi prostrar-se quase ao meus pés, com aquele olhar de coitadinho que só eles sabem fazer, e a lamber-se cada vez que eu agitava uma caixa.


Agarrado...tadinho!!!

Medicamentos e cães - parte 1



Sempre é verdade! Os rumores que existem por aí de que a medicação engorda é a mais pura das verdades.

O snoppy, o cão atómico, está mais gordo por causa da medicação.
Acrescento ainda que esta medicação, no snoppy, é tão perniciosa que tem efeitos colaterais uma vez que afetou também o Fix, cão o ninja.
Os dois...mais gordos...

O meu cão atómico teve uma crise e foi parar ao veterinário. Entrou na clínica às minhas costas e saiu de lá aos saltos, atomicidade em cão...e com receita médica.

Prescrição. Tomar comprimidos com bastante comida senão iria sofrer do estômago.

Ora ele come diariamente ração seca. Nunca na vida ele iria comer ração e comer o comprimidos de livre vontade. Sim, já tentei. Ele tem uma propensão compulsiva para enjeitar compridos, parece escolhe-los na boca, pendura-os na língua e depois deixa-os caírem...cospe-os portanto...à maneira dele.
Então a solução passou por lhe comprar latas de comidinha da boa...ou pelo menos parece (ainda não experimentei...para mim parece rolos de nhanha mas eles gostam)...e dissimular os comprimidos lá dentro.

Come tudo (mesmo que tenha acabado de chuchar na ração seca), ate comia o prato se não fosse de metal, e eu ponho-lhe bastante comida porque não quero ir a correr para o vet com uma crise de estômago no cão, já me bastam as minhas...

Claro que quando dou ao atómico tenho que dar ao ninja, senão ele pensa que é um proscrito. Basta pegar na caixa dos comprimidos e eles já sabem o que lhes esperam...isto é que é ver a língua deles a mover-se de um lado para o outro na boca a apanhar a saliva...


e ficam tão desiludidos que quando os comprimidos... são para mim. 

PS:Não...os meus não os tomo com comida...pelo menos da enlatada.

Um dia no Hospital - Ultima parte






Depois a coisa acalmou...

Comecei a examinar a sala e os parceiros de dor...estava tudo, de saquinho de soro, a levar na veia.
Um enfermeiro aproximou-se de uma senhora que já estava a levar na veia com outro saco...Esse vai levar 6 horas disse ele.

Eu olhei para o dela que devia ser de 500mml e olhei para o meu (medicamento) 100mml...Olhei para o dela...olhei para o meu: "ena se o dela demora 6 horas o meu leva para aí 2 horas...ora...estou fora não tarda nada"

Depois vieram-me buscar para RX. Voltei à mesma sala e fui-me aninhar-me na mesma cadeira. Olhei para o saco que estava quase quase vazio com olho na gota que caia a um bom ritmo.

Entretanto começa outra senhora a estrebuchar, quando veio do RX, que a dor era na barriga (dela) e que lhe queriam tirar aos pulmões e com aquela "diversão" esqueci-me de controlar a gota...quando vejo a minha Bruta designada com um saco cheiinho e a mexer no "meu" cabide: vou tirar-lhe este que já acabou e vou por este de soro."

250 mml  :'(


Pronto. A partir daqui, em que bati no fundo, o resto do dia foi todo a subir.

Pois. Subi até ao terceiro piso porque o médico, o das unhas roídas, achou que o meu problema podia ser ginecológico. Elevador. Toque na campainha. Entrei.

Puseram-me numa cadeira (não artilhada) em espera. Quase que adormecia não fosse a porcaria da campainha zurrar e pregar-me assim valentes sustos.

Fui atendida por uma médica. Escarafunchou. Estava normal. Fez ecografia. Estava normal. Chamou outro médico e os dois escarafuncharam mais um bocadinho. Normal.

Ao pé de mim: "A paciente está bem da parte ginecológica. Esta queixa que ela tem deve ser cirúrgica só pode ser inicio de uma apendicite ou alguma inflamação nos intestinos"

Desci. Puseram-me sentada numa daquelas escadas de dois degraus que é usada para se tirar algo de prateleiras elevadas (já repararam como comecei a descer no nível de "cadeiras" à medida que ia ficando mais tempo lá? tudo estratégias...interroguei-me se a próxima cadeira seria o chão)...à porta do médico.

Parecia um cãozinho a dormir no tapete de entrada da casa... só que no meu caso não estava a dormir, não tinha tapete nem aquela casa era a minha.

O médico veio reclamar de eu estar à entrada disse-me para eu ir para as cadeiras. Lá peguei no cabide, com o soro pendurado, que já estava no final e comecei a arrastar-me...quando...sua excelência me chama ...Kruella Marina...suspirei, voltei-me e arrastei-me para a sala dele.

"Você tem uma gastroenterite. Tome este medicamentos e vá"

Eu em pensamento : "Whatever...só quero ir para casa e não mais voltar!"

Um dia no Hospital - Parte 2


Passamos para a mão da enfermeira. Dá-me um copo. Pede xixi. Dou-lhe xixi. Manda-me para a cadeira. Vem com a mesinha de apoio dela atrás tira o cinto para o braço enrola-me a coisa e diz: "se tiver veias nas mãos é preferível..."

Se tiver? que raio quis ela dizer com aquilo? Toda agente tem veias nas mãos e são sempre as mais visíveis. Atão eu não havera de ter também veias nas mãos? Isto só de gente que snifa muito desinfetante...

Agulha compridissima. Não me fez impressão...se fosse as unhas do médico...sim...mas a agulha...na boa...picada e jorra o sangue pro tubinho. Na boa...nunca tive problemas com isso. Mete um cateter e com um saquinho incolor, cheio de liquido, em riste diz-me: Este medicamente, geralmente, arde um bocadinho se não aguentar diga que eu diminuo a rapidez da gota" e foi-se.

Eu em pensamento: Não. Não arde. Ta-se bem...não, não arde...espera!...que raio é isto?...que é esta merda, caraças? Isto está-me a dar cabo da veias todas por aí a cima...ao jasus que me vai a chegar ao ombro...
 
Guincho, guincho que nem um porco em dia de matança. Os outros doentes a olharam para mim que destrambelhada saltava em cima da cadeira... parecia uma dança hip hop fast jump e break e acho que ouvi um "está  a doer, não é?"

 Eu em pensamento: Não amor, Não está a doer. Sou eu que estou a ouvir musica, canto e danço ao mesmo tempo, só para vocês assistirem ao show. Quero palmas no final, Ok?"
 
Pedi que chamasse a enfermeira entre espasmos e inalações de ar. Que já vinha. A bruta!!!

Quando chegou perto de mim: Então que se passa?

Eu em pensamento. Que se passa? Tou a ginchar, a transpirar, devo estar branca como a cal (senti o sangue todo a fugir para a parte trás das costas) e ela a perguntar o que se passa?

E a bruta a pensar:" ah, isto é do medicamento mas vou fingir que não sei, se ela quiser...que me diga sintomas, para sermos sociais. Temos que falar uns com os outros. Preciso de alguém que fale comigo. Podem pensar que estou ali na converseta com as minhas colegas, todo o dia, mas no fundo sinto-me só."

Pôs-me a cadeira noutra posição. Cabeça para baixo. Pés para cima...tudo esticadinho...parecia eu que estava na feira num daqueles carroceis que nos fazem o cabelo ficar em frente do rosto e acabamos por não ver nada do que acontece e só sentimos o corpo a ser levado para qualquer lado enquanto rimos compulsivamente feitos parvos. Pois...não. Não me ri.

CONTINUA