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Beatas 2


Aviso: este texto pode ser um pouco mórbido

Ainda com estas quatro personagens do texto anterior...

O pequeno grupo fazia-se notar perfeitamente dentro daquelas quatro paredes. Faziam perguntas e nem ouviam respostas porque já estavam a alvitrar. Opinavam que achavam isto e aquilo mal e falavam com tal indignação que pareciam que as pessoas que tinham tomado decisões o tinham feito só para irem contra elas.

Falavam quase todas ao mesmo tempo com conversas paralelas. Quem não tinha reparado naquele grupo, coisa que duvido, começou a reparar no momento em que uma das pessoas começa a puxar pelo braço de outra e a gritar que ela não a estava a ouvir e a pessoa puxada pouco, ou nenhum, caso fez e continuou a contar o que estava a contar sem se perturbar com os puxões que a outra lhe dava no braço e nem reparou que estava quase a levar uma tareia.

A primeira amuou e ficou de beiçolas esticadas e quando houve um momento de quietude verbal a segunda perguntou: que estavas a dizer? E quando a primeira, que humedeceu os lábios para dar mais alento às palavras, emitiu a primeira frase...a segunda recomeça a falar de outro assunto...sem nada a haver...

- e não me deixa falar! - foi o queixume da primeira para as restantes.
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Beatas 1


Aviso: este texto pode ser um bocadinho mórbido.

Imaginem uma sala silenciosa.

Imaginem uma sala silenciosa em que se encontra uma pessoa deitada.

Imaginem uma sala silenciosa em que se encontra uma pessoa deitada e outras, da família, sentadas a fazer luto por ela.

Imaginem uma sala silenciosa em que se encontra uma pessoa deitada e outras, da família, sentadas a fazer luto por ela acompanhadas por quatro...beatas.

AGORA imaginem uma sala cujo silêncio foi cortado por quatro "beatas" porque da conversa que iam pondo em dia começou, entre elas, uma "briga" por causa de uma chave.

Entre as quatro três tomaram o mesmo partido e uma teimava orgulhosamente com outra. Começaram numa berraria e enquanto uma batia com os pés no chão e aos berros porque ela é que sabia porque tinha ouvido... outra esbracejava e gritava porque ela é que tinha razão e tinha ouvido outra conversa.

Estiveram quase a chegar a vias de facto mas depois acho que chegaram a um consenso porque afinal as fechaduras tinham sido todas mudadas e tudo acalmou...e ficaram na mesma todas muito amigas.

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"Beijinhos"


Quando uma pessoa escreve um carta, um postal, uma nota, um e-email, no MSN, no Gmail e por aí fora, normalmente, para dar aquele ar de familiaridade/amizade, despede-se com "beijinhos"!

Quando as pessoas estão juntas e depois despedem-se, prospegam dois beijos no rosto uma da outra. Até aqui está tudo dentro da normalidade.

No entanto, curiosamente, tenho observado que se há um "prolongamento" na conversa, depois da cara lambuzada de saliva, as pessoas despedem-se novamente de forma oral com "beijinhos".

Um "xau" ou "adeus" têm que se verbalizar porque, devido à proximidade, não vamos estar a sacudir as mãos nas fuças dos amigos...mas um "beijinhos" (isto quando não levam com um "vá! Beijinhos")...não me parece bem!

Epá...nem que se estique outra vez as beiças e se lambuze a cara do outro novamente...digo eu!!!

Metro


A ida para o trabalho:

Hoje dei por mim a fazer um percurso maior, de metro, só para evitar ser assaltada. Entrei no "Oriente" e podia ter saído na "Alameda" e fazer o restante percurso a pé. Em vez disso optei por passar da "Alameda" para o "Campo Grande" e deste sair finalmente no "Campo Pequeno". Tudo isto porque soube que recentemente no percurso que teria que fazer a pé tem havido assaltos em plena luz do dia. Já não há vergonha e eu é que me lixo...a mudar tantas vezes de metro.

A laurear a pevide...portanto no final da tarde:

No entanto quando vou para as aulas de Inglês, faço precisamente o contrário e arrisco! Talvez por ser no final do dia de trabalho, talvez porque ando a ver se tenho alguma emoção ou talvez porque a concentração de burrice é maior àquela hora, passo na manga do metro completamente sozinha à mercê de algum meliante que seja mais arisco! E não só o faço para lá como também o faço para cá...

Vinda para casa:

Hoje ia falhando outra vez a saída na "Alameda" quando ia para o "Oriente". Não ia tolhida em pensamentos. Ia, sim, distraída a observar...
À minha frente, no metro, sentou-se um senhor de origem africana. O dito senhor usava umas calças de fato-de-treino roxas. A cor chamou-me dolorosamente a atenção (pois sim).
Na verdade o que me chamou a atenção não foi a cor mas sim a textura do tecido (pois sim).
Não! A verdade verdadinha é que não foi bem a textura que me chamou a atenção...como dizer isto?...foi mesmo o cós do fato-de-treino, principalmente, a parte onde encaixa a zona...hummmm...pélvica.
Quero dizer, mulher que é fêmea quando vê um homem em fato-de-treino, com tudo à vontade, nunca deixa de reparar numa certa protuberância...digamos...desenhada na roupa.
E eu, hipnotizada, vinha a tentar ver se...o mito que corre sobre os homens desta origem se enquadra na realidade.
Depois de uma observação cuidada posso apenas dizer que, estando no seu estado normal, aquele senhor corresponde na perfeição ao dito mito!
No entanto, com todo o cuidado que tive em enquadrar a realidade ao mito quando tentei disfarçar olhei pelo vidro do metro e vi a placa "alameda"...atirei um salto e a ganir "tenho que sair, tenho que sair" ia atropelando os passageiros que já entravam.