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Começou o extreminio


Ontem a enquanto escrevia um email...no portátil...vejo um movimento escuro em cima das teclas claras.

Era...imaginem...uma formiga!
Tentei enxutá-la com a ponta dos dedos mas não a atingi e vi-a a escapar-se a toda a pressa.

Não fiz mais caso e voltei a minha atenção para o email.

Estava eu num impasse a pensar como deveria começar a expressar-me quando a vejo a correr outra vez entre teclas.

Fiquei à espera que ela entretanto emergisse para eu a esmagar com um dos meus delicados dedos e...nada!

Depois de um minuto com a cara chegada ao portátil, numa concentração visual que já me estava a provocar tonturas, e sem a conseguir ver entre as ranhuras das teclas decidi ignora-la...pus o nariz para cima, rodei ligeiramente a cabeça e demonstrei assim todo o meu desprezo pela pequena criatura.

Recomecei a escrever o meu email e vi-a. Corria, corria, corria. E eu digo corria porque tentei várias vezes acertar nela com os dedos e nunca lhe acertei...
O pior é que de cada vez que a via ela corria, em ziguezague ( a cabra) para um lado e depois sempre em ziguezague para o outro. Escondendo-se no entremeios...ainda cheguei a pensar que seriam pelos menos duas ou três formigas, altamente organizadas, porque eu só via uma de cada vez. Dei tantas dedadas nas teclas que ainda pensei que teria acertado mas sem cadáver e sem alguma espécie de nhanha agarrada ao dedo...Safou-se/safaram-se!

Quando a movimentação acabou...olhei para o ecrã e vi o seguinte no meu email:

"Ex.mos senhores Venho por este meio manifestarrrrgtgst o mkkkhhjhjhhs desaasasagraddddfttttttt dfgffr mkjkdjhdpppppppppp thhkkkk lkjhuuugv caixa kkkjkkkk PT....telefonnnnenenene semmmmmlkjjdhhh fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiioooooossss"

Desisti...hoje faço o email...levantei-me, tal como um batedor à procura de um rasto, e de spray anti formigas na mão fui até à fila escura que elas formavam e tive a minha revange.
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Chegada ao Teatro


(Continuação do post anterior)

Homenzinhos ruins os maquinistas do metro...e a seita do campo pequeno também não lhes fica atrás!!!

20h56. Mais uma vez olho para o fim do túnel a procurar pela luz...nada! Lancei-me com os dentes afiados às unhas, já não podia continuar naqueles preparos...salivava tanto que parecia o lobo mau na antecipação de comer os porquinhos!
Ouço o sinal sonoro de aproximação do metro e espreito mais uma vez para o tunel sem ver nada mais para além da escuridão...ai aiaiaia aia aiaiaiaiaia aiii...o metro apareceu-me por trás.
Pfffffff! Já nem vêm de onde uma pessoa os espera! É o complô...só pode!

20h59. Saio a correr na estação de destino em direcção à saída e, já com os bofes de fora, deparo-me com uma enormesidade de escadas rolantes. Ainda corro no primeiro lance mas as pernas começaram a ganhar vida própria (ou a deixar de ter) e deixaram de obedecer...por isso resignei-me a deixar-me levar pelos rolamentos da escada e até para passar de uma escada para outra me arrastava.
Aproveitei, e já que o corpo se recusava a mexer mais do que um arrastamento vagaroso, e comecei a elaborar uma história contra os maquinistas que ia apresentar a quem me barrasse a porta na entrada para o teatro.

21.05. Chego ao Teatro e o pessoal ainda está a entrar. Fico contente! Com os sabugos em sangue mas contente!

Acabou!

Corrida para o Teatro


(Continuação)

MAS o que é que toda esta gente pensa (a seita portanto) para ocuparem todos os lugares de estacionamento nas zonas limítrofes ao centro comercial Campo pequeno? São doidos ou quê?

Indignada, agarrei-me ao volante com toda a força, até os nós dos dedos ficarem brancos, e de dentes arreganhados persisti nas voltas até encontrar um lugar para mim.

Consegui...eram 20.40. Respirei fundo. Ainda tinha vinte minutos. Na boa! O metro era já ali ao atravessar a rua. Apressei-me até à entrada e ia-me dando uma coisa ruim...barras de ferro...aquela entrada estava fechada.
Aaiaia aiaiaiaiai...dei uma olhadela para a minhas unhas e abalei-me a correr até à outra entrada. Enquanto corria pensei que de certeza a tal seita tinha feito de propósito: Só me tinham deixado aquela estação aberta e estava tudo à coca a ver o que eu fazia!

Ai aiaiaia iaiaia...puf puf puf...corri, corri e entrei. Era só esperar pelo metro que não tardaria...ou assim pensava eu...20.43 e o metro, nem sinal dele.
Dei outra olhadela para a unhas e comecei a salivar...
Andei de um lado para o outro, de o outro para o lado, e por fim lá vi a luz ao fundo do tunel...e o metro materializou-se à minha frente!

20.52 saí disparada do metro, no Marquês de Pombal, e corri esbaforida, como se tivesse a ser perseguida por bolas de picos em chamas (isto é muito Lara Croft), para a panhar o metro que fazia ligação à Baixa/Chiado.

O metro não vinha. E andei de um lado para o outro, olhei para o relógio e o ponteiro não parava, aliás, parecia que corria mais depressa, desertinho para chegar também. Mais uma vez olhei para as unhas e a saliva começou a correr em fio.

Estava, de certeza, um complô organizado entre os maquinistas do metro!!!


(continua)
!

Ida para o teatro I


Tinha até às 21 para me apresentar no teatro e depois disso, já estava avisada, ia bater com a porta na cara e não me deixariam entrar.

19.30. Fiz-me ao caminho. Uma hora e meia de antecedência dava-me tempo para tudo e ainda me sobraria meia ou vinte minutos, vá, para dar à língua com as minhas companheiras da noite.

Autoestrada adentro fiz o percurso que me levou da terriola para Lisboa. A grande cidade. A grande cidade à noite cheia de luzinhas. A grande cidade à noite cheia de luzinhas de natal e de luzinhas dos outros carros. A grande cidade à noite cheia de luzinhas de natal, de luzinhas dos outros carros e cheia de luzinhas dos flashes, de controlo de velocidade...que fazem uma pessoa andar a passo de caracol.

Anteriormente tinha feito um planeamento de estacionamento muito cuidado e com vários dias de antecedência. Abri um mapa de Lisboa risquei com uma caneta amarela florescente o percurso que faria, assim que entrasse na grande cidade psicadélica, e assinalei com uma bola, também amarelo florescente, o local de estacionamento da viatura.


Segui o plano à risca...e consegui chegar ao local de estacionamento às...vejam bem o despautério...20.30...uma hora para chegar ao Campo Pequeno????
Uma hora? Tinha planeado 40 minutos...enfim...mas não fiquei atrapalhada porque já tinha dado uma certa tolerância para poder movimentar-me.

NO ENTANTO...o pessoal, com certeza uma seita qualquer muito bem organizada contra mim...gorou os meus planos, e todos os lugares de estacionamento, do meu meticuloso estudo, estavam ocupados...

(continua)
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Já está...


Já tenho perspectivas de ser uma cidadã do mundo, em particular, e de Portugal, em geral!!!!


Ehheheheheh...


Nem demorou nada.

Foi entrar, estar cinco minutos a olhar para o quadro das senhas e decidir que afinal carregava em todas...preencher uma folha A5, à unha (esta é uma manobra de distração que o cartório tem porque depois o papel, no final de tudo, fica para nós...maganos!).

Assim que acabei de o preencher fui logo chamada ao balcão número 2...fui, pitosga, até lá e só dei com ele porque a senhora se levantou da cadeira, acenou-me e chamou-me porque eu ia a gritar em plenos pulmões a toda a gente que encontrava: ONDE FICA O BALCÃO NÚMERO 2?

Os maganos têm os números todos dissimulados...é que estão tão grandes que nem se vêem...maganos! Parece contraditório, eu sei, mas é mesmo assim e não estou, de todo, a ser irónica - os números tinham metade do meu tamanho!

E mete-se dois dedinhos na máquina: Os indicadores.

E aquilo mede-nos: eu cresci nestes últimos anos mas mesmo assim a senhora deu o desconto à medição feita pela máquina e voltou a pôr a altura que tinha no BI...tá malleeeeee!

Assinei duas vezes porque a minha assinatura tem uns arebescos e a senhora fez um truque para caber tudo na máquina!

E a foto é que foi uma desgraça. Devia de haver alguma maneira de aquilo nos bebeficiar. Não! Cabelos espetados...ainda os acalquei com as mãos. Os sinais do rosto evidenciados!

Não se pode rir...só sorrir. Por isso na primeira foto fiquei com os lábios todos arrepanhado, raios, nem um sorriso parecia...parecia mais que tava com alguma dor! Na segunda foto fiquei a olhar para o nariz, logo, estrábica. Na terceira fiquei com os olhos de lado porque me pus a espreitar um miúda de 4 anos a fazer o mesmo (mas com pedestal). Na quarta já estava tão farta de estar ali que revirei, por momentos, os olhos e apareceu na foto apenas o branco.

A senhora com uma paciência que já me metia nervos...até que na última foto disse que já tava bom e pronto!

Mais um preenchimento por parte da senhora, uma conferida por parte de moi e 12 euros a saltarem da carteira para fora e já está...


Uma cidadã do Mundo e de Portugal também!

Não foi hoje!


Ontem fui buscar 4 cartões e pu-los lado a lado. Andei a prepará-los, limpei-lhes o pó, desdobrei-lhes as pontas, atirei-lhes com bafo, dei-lhes lustre e arrumei-os dentro da mala.Vão ser substituídos. O BI , o contribuinte, o cartão da caixa e o cartão de eleitor vão ser transformados num só: o cartão de cidadão.


Como no local onde a substituição tem lugar me vão tirar uma foto também dei uns toques e retoques ao meu eu físico. Lavei-me o mais langosamente possível, com um esfregão palha de aço, para tirar a pele morta e depois com sabonetes liquido como seda e champôs cheirosos dei o tratamento final à minha pele e cabelo.Fui deitar-me cedo para ter um look muito suave e descansado e adormeci tranquilamente.


De manhã depois de tomar o pequeno almoço fui lavar os dentes para o sorriso ficar perfeito e quando vi a minhas trombas ao espelho fiquei possessa.No lábio de cima tinha uma bolinha vermelha no de baixo uma bolinha branca. Pus creme, esfreguei e depois pus base. Não disfarçou muito. O cabelo estava com tiques nervosos e com o passar da escova não melhorou muito mais. Pus rimel para dar uma expressão ao olhar mas fiquei com as pestanas juntas, num triângulo, dividias em 4 molhos.


Olhei enervada para o resultado e deu-me a sensação que o cabelo ainda se retesou mais. Decidi , então,que hoje não seria um bom dia para tirar uma foto. Os meus quatro cartões seriam substituídos noutro dia. Num dia em que a minha cara não parecesse que tinha enfeites de natal (bolas vermelhas e brancas), num dia em que as pestanas pudessem ser vistas bem delineadas uma a uma e não todas empastadas e em que o cabelo caísse sedoso sobre os ombros...


Não foi hoje!

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Karma


Há dias em que não devia sair da cama! Esses dias são uma total perda de tempo e são também aqueles em que ... corre tudo mal.
Deve ser da electricidade no ar ou das partículas que nos entram pelo nariz e se introduzem no cérebro ou...do CD4 que se desenvolve a partir do toque nos ossos e parte em busca dos Aliens no corpo.
Ou então é da constelação, da influência dos astros ou mesmo do alinhamento dos outros planetas ao do mercúrio...alguma coisa é...porque não é normal o que vos vou contar e que aconteceu num só dia.

De manhã:

Uma moça, igualzinha a mim, acorda estremunhada de manhã e repara que o alarme não tocou. Olha para o mostrador do relógio digital que lhe diz que está atrasada, atrasada não...atrasadíssima...não...para lá de atrasadíssima...portanto, que já perdeu um comboio...
Vai a correr para a casa de banho e ao enfiar o chinelo fá-lo tão destrambelhadamente que erra o chinelo e em vez de enfiá-lo dá-lhe um pontapé...fica com o pé meio no ar, desequilibra-se e cai...felizmente em cima do tapete...mas na queda e tentando-se agarrar à cama...falha-a...raspa-a com as unhas (partindo uma) e ainda dá uma cotovelada na parede.
Vai a grunhir para a casa de banho e abre a água quente para se lavar. Como se entretém a olhar para a unha partida e a esfregar o cotovelo põe-se, distraidamente, debaixo de água que está quente...quente não...a escaldar...a escaldar não é bem o termo...está de arrancar a pele! Com a dor e para se desviar da água escaldante atira-se contra a porta do chuveiro e bate com o nariz nela. Vocifera e procura por indícios de sangue...nada...desta safou-se.
Tentando acalmar-se pensa que o melhor é fazer tudo com mais calma porque de toda a maneira do atraso já ninguém a safa.
Fez tudo ao ritmo normal e foi tomar o seu pequeno almoço tranquilamente. Meteu o relógio no pulso e para sua surpresa reparou que afinal...estava atrasada e não atrasadíssima...o relógio despertador (digital) tinha a hora errada provavelmente houve alguma falta de luz durante a noite e desregulou-o.

Chega atrasada ao trabalho com o nariz inchado sendo o pouco o centro das atenções e ouvindo nas costas qualquer coisa como: Hoje vamos ao circo, o palhaço chegou à cidade!


À Tarde:

Na hora de almoço aproveita para ir de metro até ao Avaláxia para ver se compra a box da Tv cabo que "morreu" dois dias antes. Ainda esperou dois dias para ver se algo ressuscitava na box mas quando percebeu que nenhuma luzinha se acendia e daria vida à caixa...

Chegou à loja tirou a senha e esperou, esperou, esperou...até que, quando chegou à vez dela a vendedora aponta para um papel na máquina das senhas que dizia que não havia box disponível...
Foi-se embora mas não baixou os braços, sorria e brincava com a colega que a acompanhava...até que, ao passar pelas portas de segurança da bilheteiras ficou literalmente presa por uma perna...e enquanto a porta da direita fazia pressão para a esquerda, a da esquerda fazia pressão para a direita, ela grunhiu, mais uma vez de dor, e sentiu que mais coisa menos coisa a perna se iria quebrar e ficar ali...mas alguém a salvou mesmo no minuto a seguir a ter soltado a perna.

À noite

Agarra no portátil e leva-o daqui para ali e no percurso o fio dos auriculares fica preso, sabe lá ela onde, dá um safanão e as mãos deixam cair o portátil que se estatelou no chão estrondosamente. Dizendo palavrões e com os olhos raiados de sangue ela procura as mazelas no objecto. Felizmente não encontra nada partido, deposita suavemente a coisa quadrada e ao lado os auriculares e vai à vida nocturna. Quando retorna ao portátil e põe um filme a rolar agarra na porcaria dos auriculares e vê que a ponta (aquela parte de metal) já lá estava enfiada...mas sem os fios.

Fica danada vocifera palavrões em todas as linguas que conhece e vai para a cama pensando que assim estaria a salvo...quando está quase a pegar no sono...um gajix, parecido com o meu, começa a chorar....


Há pessoas que chamam a isto falta de sorte, outras chamam trapalhice pura e dura e eu chamo-lhe karma, só pode! Estou a pagá-las todas juntas!

Um dia de pinturas



As mudanças fazem bem!

Ontem decidi mudar a cor do cabelo. Quer dizer a decisão estava guardada na caixa da tinta. Digamos que tinha pensado nisso na sexta, no sábado comprei a tinta e no Domingo pintei. Whatever!
Quando se decide é tudo muito fácil...pôr tudo em prática é um bocadinho mais difícil! Só um bocadinho.

Com uma toalha aos ombros, presa com uma mola da roupa, segui as instruções e em frente ao espelho comecei a espalhar o liquido nas raízes sob o olhar atento do gajix que "nunca me larga a perna".
Com as raízes prontas e o resto do cabelo seco todo espetado viro-me para o gajix, espeto o polegar para cima piscando-lhe o olho e verbalizo: Hã, que tal?
O gajix não percebeu muito bem o que lhe disse, começa a fazer beiça e cai num pranto desalmado.
- Buáaaaa, Buáaaa...
- O que é que foi gajix?
- Buáaaaa... a mãe?
- É a mãe, pá!
- Buáaaaaa...mãe?
- É a mãe, pá! Estás a querer insinuar que lá porque tenho a cabeça cheia de nhanha que pareço um monstro????
- Buáaa!
(raios partam tanta choradeira) pensava eu depois de ter gasto os 20 minutos (das instruções) a acalmar o difamador.

Comecei a fazer a segunda parte da pintura e um gajix ainda meio a medo começa a puxar-me pelas mangas. E precisamente quando fazia um carrapito de nhanha levo com um safanão que me deixa a cara, as orelhas e os olhos todos manchados de tinta!

Olho para o puto com os olhos esbugalhados e ia começar a barafustar com ele quando o patife visivelmente assustado com a traquinice desata a correr casa fora.

Nem me dei ao trabalho de ir atrás dele.

Resultado: O cabelo não ficou com uma cor homogénea. Nota-se perfeitamente onde a tinta não chegou...
... e agora desculpem mas vou pintar outra vez os meus olhos de verde para repor a cor original ;).

P'aia, p'aia!


Levei o gajix à praia...outra vez! (ver "um dia perfeito- Parte I, II, III e IV)
Acho que ando a mimá-lo demais...mas o puto pede com aquela vozinha doce p'aia, p'aia...e eu... não resisto!
Assim num destes dias deu-me um vipe fui buscá-lo, a meio da tarde, à creche e rumámos juntos para a praia.

Quando chegámos montei o acampamento. O sol estava fraco e corria um vento que apesar de tudo não era desagradável.
Peguei no gajix e levei-o até às ondas e fiz-lhe o que ele mais gosta, que é fazê-lo saltar por cima da espuma de cada onda rebentada.

Ele ria e pedia mais e eu contente por vê-lo feliz fi-lo...até ficar com os bofes de fora!

Já não podia mais manter-me dobrada e fazer com que aqueles 13,5 kilos saltassem por cima de todas as ondas...e quando comecei a fraquejar da zona do coxis disse: -vamos para a toalha que a mãe já não aguenta da rinzada.
- Nãoooo - guinchava ele satisfeito.
Ajoelhei-me para aliviar as costas e o rufia pendurou-se no meu pescoço e saltava, pendurado. Tive que o amparar com os braços e consequentemente dei cabo da zona do pescoço que já dava guinadas.
-Já chega! Vamos para a toalha!
-Nãoooooo

Sentei-me na areia e ele achou que devia pôr-se às minhas cavalitas. Todo o bocadinho de costas que ainda não doía começou a estalar e juntou-se ao coxis e ao pescoço num urro de dor que a minha boca não consegui silenciar.
-Sai daí gajix!
-Nãooooo!

Deitei-me e sentia a espuma a invadir-me o corpo e a areia a entrar pelos pedaços de tecido...enquanto o pequeno selvagem fazia moche sobre a minha barriga.

-Vamos fazer castelos!
- Nãooooo
- Ai vamos, vamos! Quem manda sou eu!

Tal como um militar em tempo de guerra comecei a arrastar o corpo pela a areia só que em vez de lama no rosto e corpo estava toda besuntada de areia. Cravava as mãos na areia e puxava o corpo , em direcção à toalha, com a força que me restava nos braços. De repente ouvi um grito - Nãooooo - e comecei a sentir um puxão nos pés...Olhei para baixo e vi o patife a puxar-me pelos pés na direcção oposta. Eu puxava para cima e ele para baixo.

E tal como um pugilista, protagonista de um filme, que se farta de levar porrada, vai ao chão, levanta-se mesmo no último momento, consegue dar uma brutal tareia no adversário e derrubá-lo sem dó nem piedade até este cair sem sentidos no chão...também eu suportei todas as dores, agarrei na miniatura em forma de gente, que berrou e esperneou como se o tivessem a torturar e levei-o, sentei-o e enfiei-lhe uma bolacha na boca para se calar.

E calou-se, conformou-se e depois de vestido fomos embora em direcção à tranquilidade do lar. Quando chegámos aquele anjinho encantador dormia do cansaço de tanta excitação.